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ISI Biomassa debate desafios e soluções relacionados ao carbono neutro

O ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa) promoveu, nesta quarta-feira (22/11), o webinar “Impacto do Carbono Neutro: Desafios e Soluções”, em que reuniu pesquisadores para debater o tema e se preparar para pensar ações para neutralizar as emissões de gases do efeito estufa na atmosfera.

Com a mediação do diretor executivo do Senai MS, Renato Tavares, a apresentação contou com palestras das pesquisadoras Nathália Weber e Vivian Vazquez Thyssen.

Durante a abertura, Renato Tavares alertou para a intensidade das mudanças climáticas diante da emissão de gases do efeito estufa na atmosfera. “A neutralização do carbono é o processo de reduzir esses gases para que equivalem a zero. É uma medida essencial para reduzir as mudanças climáticas e garantir um futuro sustentável”, destacou.

A pesquisadora Nathália Weber, co-fundadora da CCS Brasil, instituição sem fins lucrativos que tem como missão de acelerar o desenvolvimento de projetos de captura, transporte e armazenamento e utilização de carbono, falou sobre os desafios do carbono neutro.

Segundo a engenheira, a dependência de combustíveis fósseis ainda é grande no País. “Nossas fontes primárias fundamentais são fósseis. Mais de 80% da nossa matriz energética é dependente desse tipo de combustível”, ressaltou.

O uso de óleo representa 30%, enquanto do carvão mineral é 27% e o gás natural, cerca de 25%. “Hidrelétrica e energias renováveis têm uma participação mais tímida, embora tenham crescido significativamente nos últimos anos”, explicou.

Já a PhD em Pesquisas Energéticas e Nucleares do ISI Biomassa, Vivian Vazquez Thyssen, discorreu sobre as oportunidades oferecidas para o mundo da descarbonização.

A partir do conceito de Net Zero, que consiste no compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, foram apresentadas as previsões para os próximos anos. “O nosso futuro climático é moldado por diversas variáveis, além das climáticas, como os fatores políticos, sociais e os fatores econômicos”, alertou.

Segundo a química, o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) já apresentou uma previsão até 2100 de diferentes cenários de emissões de gases do efeito estufa. “Todos os cenários apontam para um aquecimento global acima de 1,5°C. O cenário mais otimista prevê que atingimos o índice zero de emissões por volta de 2050”.